Talvez a raiva que ele sente pelo mundo seja momentânea, nem sabe se isso pode ser chamado de raiva. Tem raiva de tudo que vê, talvez sem motivo, ou pra ele um motivo mais do que suficiente para odiá-lo ainda mais.

Acabou de voltar da rua. Ficou possesso, a imagem dela lhe trouxe lembranças não agradáveis do que não presenciara, e nem gostaria de tê-lo feito, diga-se de passagem. Essas reminiscências lhe provocam acessos irremediáveis de fúria.

Momentânea ou não talvez ele precise realmente consumi-la, lhe faz bem e… Olha! Já passou. Não. Passou?

 Escrito por Alexandre